Foto da bike rio com o Corcovado ao longe

Tudo o que você NÃO sabe sobre o Bike Rio

Muitos já viram as simpáticas bicicletinhas laranjas do Itaú em banners ou outras propagandas do Bike Rio por aí. Trata-se de uma iniciativa da prefeitura da cidade com o banco e um sistema de bikes chamado SAMBA. Em sua essência, é um sensacional programa criado para facilitar a locomoção na cidade por moradores e, especialmente, para que os turistas possam circular tranquilamente pela cidade e pela orla das praias.

Se você pensa em passar uns dias no Rio de Janeiro e quer dar um giro maior sem pressa, mais longe e sem se valer de metrôs, ônibus e táxis, o Bike Rio será para você uma excelente pedida. Basta baixar o aplicativo – que é gratuito – no seu smartphone e escolher o plano que melhor se encaixa a você. Há diferentes valores para cada pacote de dias, e você pode escolher o que for mais conveniente, mas não é nem um pouco caro considerando o custo-benefício. No entanto, há algumas questões que ainda carecem de melhorias por parte de seus idealizadores. Nada que agrida a eficiência do programa, ou que resulte num mau funcionamento. Afirmar isso seria um exagero. Mas há pequenos detalhes que, se forem conhecidos de antemão, podem evitar alguns contratempos.

Passei alguns dias no Rio só utilizando esse meio de transporte maravilhoso e trouxe algumas dicas:

1 – Pegando a bike

Após se cadastrar e validar seu passe virtual, você precisará encontrar um posto de bicicletas. O aplicativo fornece as informações sobre as estações próximas de você. Aí provavelmente começa o primeiro problema. Na maioria dos celulares há uma falha no programa e as estações são apresentadas de forma meio bagunçada. Portanto, não conte com este localizador. Informe-se, mas isso somente para o caso de você não cruzar com um posto. A vantagem é que eles estão espalhados por todos os lados e não vai demorar para que você encontre um. Não espere o próximo posto. Se você quer pedalar, deve pegar logo a bicicleta, pois um próximo poderá estar totalmente vazio.

2 – Encaixa e desencaixa

O aplicativo liberará a sua bike sozinho. Você não precisa ficar puxando loucamente. Há uma luz verde ao lado de cada bike. Você acessa o aplicativo, coloca o número da estação e da bike no local indicado e aguarda que a mesma seja liberada. Há uma luz ao lado de cada bike que, segundo o aplicativo, fica verde na hora de liberar. Não é exatamente verdade. A luz é instável e a sua bike estará pronta para você quando você ouvir um estalo do encaixe, então um leve puxão retirará facilmente a bicicleta. Lembre-se que você deve devolvê-la até as 22 horas. Pode deixá-la em qualquer posto, não necessariamente no mesmo que você a pegou. O encaixe não é tão simples e não há nada que informe como você deve fazê-lo. A bike só entra de volta no encaixe se você levantá-la do chão e encontrar o ponto certo da trava, novamente sem forçar muito.

meio-do-texto

3 – Possíveis falhas

É muito importante lembrar que você estará pegando uma bike que é usada praticamente 24 horas por dia. Ela poderá apresentar defeitos, portanto, cheque sua bike antes de sair. Veja os pneus, se a corrente está firme, assim como o guidão e o banco.  Cheguei a ver um guidão completamente quebrado no mesmo posto onde tinham mais quatro bikes estragadas. Esse é um problema que não tem solução e a situação das bikes é geralmente ótima quando se considera o quanto são usadas. Portanto, cabe a você conferir e cuidar da sua segurança.

4 – Posto cheio, posto vazio

Os postos cheios são um problema tão ruim quanto os postos vazios. É importante considerar que se você estiver indo pra algum evento onde terão muitas pessoas e pretende utilizar o Bike Rio, pense duas vezes, pois muitos vão ter tido a mesma ideia e os postos próximos estarão todos cheios, tornando impossível que você deixe sua bike em lugar seguro. Tente checar através do aplicativo, caso não consiga, como muitas pessoas não conseguem, não arrisque. Ou você vai ter que andar muito mais do que esperava para levar a bike de volta a algum posto vazio.

No mais, aproveite, pedale e conheça tudo o que puder. A cidade é bem servida de ciclovias para passeios turísticos de bike, especialmente nas orlas das praias. A iniciativa é sensacional e traz um importante viés sustentável, afinal, você pode atravessar bairros e praias só pedalando e, quando se cansar, pode largar a bike no primeiro posto que encontrar. Serve de exemplo e – arrisco até mesmo a dizer – de gatilho para outras iniciativas que podem partir da mesma ideia. Prova de que nós, brasileiros, amamos pedalar, independente do lugar. E que se tivermos incentivos, vamos trocar os pedais de automóveis pelos pedais de bicicleta sem pestanejar.

Foto em destaque via
Foto do meio do conteúdo: Divulgação/Itaú